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- FAMÍLIA e ESCOLA - PARCERIAS PARA UM NOVO APRENDER -

por Maria Irene Maluf

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Numa sociedade em constante transformação e eterna ebulição de acontecimentos, descobertas e regras, subentende-se a necessidade premente da escola e da família fazerem novas parcerias. Isso inclui fortalecimento, mudanças e criação de alguns novos papéis para atender ao perfil da criança e do cidadão que se quer formar.

As mudanças hoje se dão de forma tão rápida que é frequente haver certa confusão, até muito compreensível, entre os papéis das diferentes instituições sociais. A cada dia, multiplicam-se os casos em que tais responsabilidades se embaralham e geram mais distúrbios do que clareiam os problemas. Mas as reflexões não devem parar por aqui, no papel: é preciso pensar nas soluções.

Desde questões como a aprendizagem escolar até a formação de valores, atualmente tudo na educação dos jovens passa pela família e pela escola. Primeiro, porque a vida atual faz com que a família leve cedo as crianças aos berçários, creches e pré-escolas. Segundo, porque o objetivo do ensino ampliou-se.

Hoje, não basta estudar para ter uma profissão, é preciso que as pessoas tornem-se verdadeiramente autônomas e aprendam de forma continuada, a fim de se tornarem profissionais bem-sucedidos e cidadãos responsáveis.

Essas questões, muito ambiciosas, mas necessárias de serem tratadas, não prescindem de acordos tácitos e muitos claros entre educadores e familiares.

Desde o princípio, quando estreamos no papel de pais, devemos ter em mente ações e exemplos diários que transmitam hábitos, regras e valores à criança, o que tem relevância enorme, já que, aos seis ou sete anos, nossos filhos já passaram da fase de anomia para o estágio da heteronomia (dos sete aos
doze anos) e seguem em direção à autonomia, segundo Jean Piaget.

Por anomia, entende-se total falta de regras (a = não; nomos = regra, em grego). Por heteronomia, entende-se um estado em que a criança já percebe a existência de muitas regras, mas onde quem decide o que ela deve ou não fazer são os outros, em geral pais e educadores, donos da “verdade absoluta”.

O próprio Piaget considerava que o respeito às regras exerce papel fundamental no desenvolvimento da moralidade, honestidade, valores pessoais e sociais. E um caminho seguro para isso é sempre usarmos como princípio no dia a dia o “faça o que eu faço”.

Educar hoje é uma parceria, um processo que começa em casa, mas continua logo em seguida na escola, onde as crianças passam boa parte de seu dia. A responsabilidade do colégio em conhecer as regras valorizadas pela família na educação do seu aluno, é tão grande quanto à dos pais em se informar quais são os princípios educacionais da instituição na qual os filhos estudam.

É bom relembrar que o sucesso ou insucesso na aprendizagem não depende somente do trabalho dos professores. Este inicia em casa, quando fazemos questão que nossos filhos conheçam e sigam regras, normas, ordens, rotinas, adquiram responsabilidades, valores e respeito pelas coisas, obrigações em relação a si e também ao próximo.

A aquisição de conhecimentos que a escola fornece por meio de seus professores é de importância indiscutível, mas para que esta seja amalgamada à criança deve vir permeada de atitudes, valores e hábitos que levam ao verdadeiro êxito educacional: a aquisição da autonomia construtiva, produtiva e necessária para o “Aprender” e o “Ser”.

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Maria Irene Maluf

Pedagoga, especialista em Educação Especial e Psicopedagogia

irenemaluf@uol.com.br




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