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- - - DICAS de PORTUGUÊS - - -

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- Cerca de: como empregar a expressão - Por Thaís Nicoleti

- Concordância e Porcentagem - Por Thaís Nicoleti

- Viajem ou Viagem? - Por Thaís Nicoleti

- Regência de "suspeito" e uso do "sequer" - Por Thaís Nicoleti

- Não use "mesmo" no lugar de "ele" - Por Thaís Nicoleti

- Reveses e Revezes - Por Thaís Nicoleti

- Do Ponto de Vista - Por Thaís Nicoleti

- Eu ou Mim - Dílson Catarino

- Ascendência e Descendência - Por Thaís Nicoleti

- Mau X Mal - Por Thaís Nicoleti

- Advérbio não requer conjunção "que" - Por Thaís Nicoleti

- Relativo antecedido de demonstrativo - Por Thaís Nicoleti

- Se não ou senão? - Por Douglas Furiatti

- Singular ou Plural? - Por Thaís Nicoleti

- Crase - Por Thaís Nicoleti

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- Cerca de: como empregar a expressão -

"Seu salário é de cerca de R$ 11 mil a R$ 11,5 mil (a depender de gratificações)."

A expressão “cerca de” indica valor aproximado. Por esse motivo, só faz sentido empregá-la com números redondos; evitam-se, portanto, construções como “cerca de 17 pessoas viram o acidente” – cerca de 20 pessoas seria o ideal nesse caso.

No trecho em questão, o redator empregou a locução “cerca de” seguida de dois valores, o do salário nominal e o do final, em caso de haver gratificações. Em suma, com toda essa precisão, não há espaço para o “cerca de”.

Há, portanto, duas opções de construção: usar apenas o valor aproximado, antecedido da expressão “cerca de”

"Seu salário é de cerca de R$ 11 mil (a depender de gratificações)."

ou excluir a expressão de valor aproximado e empregar o verbo “variar” seguido dos dois valores

"Seu salário varia de R$ 11 mil a R$ 11,5 mil (a depender de gratificações)."

Em tempo: a locução “cerca de” indica valor aproximado; a preposição “acerca” tem o mesmo valor de “sobre”, “a respeito de”; a construção “há cerca de” emprega-se para quantidade aproximada de tempo decorrido. Assim:

Cerca de 50 pessoas presenciaram o acidente.

Durante duas horas, conversaram acerca de diversos temas.

Entraram na faculdade há cerca de 20 anos.

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- Concordância e Porcentagem -

"Na pesquisa, 35% das empresas relatam ter revisado itens como alojamento e educação nos últimos dois anos. Outras 36,4% dizem estar analisando alterações no pacote."

Artigos e adjetivos concordam com o núcleo da expressão.

O trecho suscita uma questão de concordância nominal. O redator empregou o gênero feminino no pronome (“outras”), pensando em fazer a concordância com o termo “empresas”, mencionado antes. É quase certo que muita gente faria o mesmo.

Vamos ver por que essa não foi uma boa ideia. Basta, na verdade, observar que o pronome tem de concordar com o numeral porque esse numeral representa uma porcentagem das empresas, não a quantidade delas. Em outras palavras, a construção “34% das empresas” é diferente da construção “34 empresas”. Assim: os 34% das empresas, mas as 34 empresas.

Se a ideia ainda não ficou clara, pensemos no seguinte aspecto: em “34% das empresas”, o termo “empresas”, graças à preposição que o antecede, é subordinado ao numeral, que, por sua vez, é o núcleo da expressão; em “34 empresas”, o núcleo da expressão é “empresas”. Os adjetivos e artigos concordam com o núcleo da expressão.

A título de analogia, outro caso pode ajudar a compreender a questão: dizemos “as mil maneiras de dizer”, mas “os milhões de maneiras de dizer”; “as mil crianças”, mas “os milhares de crianças”, “os cem homens”, mas “as centenas de homens”.

Veja, abaixo, o trecho corrigido:

"Na pesquisa, 35% das empresas relatam ter revisado itens como alojamento e educação nos últimos dois anos. Outros 36,4% dizem estar analisando alterações no pacote."

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- Viajem ou Viagem? -

“Há dez anos, a vila promove uma festa que vale a viajem de trem – até para entrar no clima da aventura.”

Eis um caso “clássico” de ortografia: a diferença entre “viagem”, com “g”, e “viajem”, com “j”. Como as duas grafias existem, os corretores eletrônicos não ajudam na hora de escolher a forma adequada.

O substantivo “viagem” escreve-se com “g”. Assim se grafam os títulos “Viagem a Darjeeling”, do filme de Wes Anderson, “A Viagem”, novela de TV, “Viagem ao Centro da Terra, célebre livro de Júlio Verne... e assim por diante.

Com “j”, temos a forma do verbo “viajar”. Observe que, diante do “a”, o “g” mudou para “j”, surgindo o radical “viaj-”, que se repete em todas as formas verbais. Assim: viajo, viajas, viajamos, que ele viaje, que eles viajem, viajassem etc.

A forma “viajem”, com “j”, aparece no presente do subjuntivo e no imperativo do verbo “viajar”: “Esperamos que eles viajem ainda hoje”, “Não viajem amanhã, por favor!”.

Precedido do artigo feminino, temos o substantivo “viagem”. Veja, abaixo, o texto corrigido:

"Há dez anos, a vila promove uma festa que vale a viagem de trem – até para entrar no clima da aventura."

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- Regência de "suspeito" e uso do "sequer" -

“Ele é suspeito no sumiço. O atleta, que não se entregou, pode entrar com pedido de habeas corpus e sequer chegar a ser preso.”

O fragmento suscita duas questões gramaticais importantes. O desejo de síntese (às vezes, a qualquer preço) pode levar a construções estranhas à língua. Uma pessoa é suspeita de algo, de ter feito algo. Ninguém é suspeito pelo assassinato de alguém, muito menos suspeito no assassinato de alguém.

Não basta, entretanto, substituir a preposição “em” pela preposição “de”, o que levaria a dizer que o rapaz é “suspeito do sumiço” de alguém, outra construção inadequada. Na verdade, ele é suspeito de ser o responsável pelo sumiço. É preciso, portanto, desenvolver a frase, tornando claras as relações sintático-semânticas.

O segundo problema do fragmento está no emprego do termo “sequer” como se fosse negativo. Vale lembrar que “sequer” significa “ao menos”. Assume sentido negativo em orações negativas e quando antecedido da partícula “nem”. Assim: “Não fez sequer menção de cumprimentá-lo”, “Passou por ela e nem sequer a cumprimentou”.

Veja, abaixo, o fragmento reformulado:

"Ele é suspeito de ser o responsável pelo sumiço [da moça]. O atleta, que não se entregou, pode entrar com pedido de habeas corpus e nem sequer chegar a ser preso."

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- Não use "mesmo" no lugar de "ele" -

“...é mais tranquilo não ter de enfrentar brigas dos filhos no carro e menos desgastante filmar a festa de aniversário do filho do que participar da mesma.”

O pronome “mesmo” é um demonstrativo empregado, na maior parte das vezes, como palavra de reforço. É com essa função que aparece em construções como “eu mesmo”, “ela mesma” etc.

Quando anteposto ao substantivo, assume valor de adjetivo e estabelece relação de identidade: a mesma pessoa (e não outra), leu os mesmos livros (idênticos), vieram do mesmo lugar (e não de lugares diferentes) etc.

Com valor de pronome, pode ser empregado em conjunto com um verbo vicário para substituir uma oração. Assim: “Tomava chá todas as noites e queria que ele fizesse o mesmo” (tomasse chá todas as noites).

O que não se recomenda, de acordo com a norma culta, é o seu emprego no lugar de um pronome pessoal (ele, ela, eles, elas), como ocorre no fragmento em epígrafe. Onde cabe o pronome pessoal, não cabe o demonstrativo “mesmo”. No lugar de “participar da mesma”, empregue-se “participar dela”.

A palavra “mesmo” tem outros empregos, que oportunamente abordaremos. Por ora, é importante gravar que “mesmo” não equivale a “ele”. Abaixo, o trecho corrigido:

"...é mais tranquilo não ter de enfrentar brigas dos filhos no carro e menos desgastante filmar a festa de aniversário do filho do que participar dela."

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- Reveses e Revezes -

“Eis o paradoxo sombrio dos EUA no Afeganistão: quanto mais tétrica a situação se tornar e quanto mais revezes sofrermos, maiores serão as chances de continuarmos lá por tempo indeterminado.”

A ideia do redator era referir-se aos aspectos ruins da permanência dos EUA no Afeganistão. O termo que denomina “situação desfavorável” ou “infortúnio” é “revés” – mais usado no plural, “reveses”, com a letra “s”.

A grafia com “z” existe, mas é a de uma forma do verbo “revezar” (derivado de “vez”). Assim, no presente do subjuntivo, temos “que eu reveze” e “que tu revezes”. Também existe a palavra “revezes” (pronunciada com “e” fechado), que se emprega unicamente nas locuções “a revezes” e “às revezes”, ambas equivalentes às expressões “de vez em quando”, “vez por outra”, às vezes”.

No sentido de “ao contrário” ou “às avessas”, temos a locução “ao revés”; “de revés” quer dizer “de modo oblíquo” (“Olhava-o de revés”); “em revés” quer dizer “de modo inclinado”.

Abaixo, o fragmento corrigido:

"Eis o paradoxo sombrio dos EUA no Afeganistão: quanto mais tétrica a situação se tornar e quanto mais reveses sofrermos, maiores serão as chances de continuarmos lá por tempo indeterminado."

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- Do Ponto de Vista -

"O celibato tem que ser olhado não só sobre o ponto de vista humano mas também como formação espiritual."

Não seria descabido lembrar que a expressão "ponto de vista" tem origem nas artes plásticas. O ponto de vista é aquele escolhido por um pintor ou por um desenhista para melhor observar um objeto ou para colocá-lo em perspectiva.

Esse sentido ganhou extensão figurativa e passamos a empregar a expressão como a maneira de considerar ou de entender um assunto. Isso, entretanto, não quer dizer que qualquer preposição possa ser empregada para indicar o ponto do qual se observa ou considera uma questão.

No fragmento acima, o redator usou "sobre o ponto de vista", que, rigorosamente, quer dizer "em cima do ponto de vista". Talvez sua intenção fosse empregar a preposição "sob", de sentido inverso, que comumente aparece ao lado da expressão. Ocorre, porém, que não estamos nem em cima nem embaixo do ponto de vista. Assumimos um ponto de vista e dele observamos a paisagem ou a questão em debate.

Assim, o ideal é empregar a preposição "de" com a expressão ponto de vista. Veja abaixo.

"O celibato tem de ser olhado não só do ponto de vista humano mas também como formação espiritual."

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- Eu ou Mim -

"Era para mim estudar?"

Não. Mim não estuda. Quem estuda sou eu.

Que ocorre nessa frase, gramaticalmente?

Ocorre que, como há um verbo (estudar) exigindo sujeito (alguém vai estudar), deveremos colocar um pronome que funcione como sujeito, um pronome pessoal do caso reto - eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Os pronomes oblíquos tônicos - mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas (pronomes que só se usam com preposição) - funcionam como complementos.

Então, se não houver verbo à frente, deve-se usar mim ou ti. E se houver verbo exigindo sujeito, eu ou tu.

Portanto a frase apresentada deve ser corrigida:

"Era para eu estudar?"

Outros exemplos:

Entre mim e ti tudo se acabou.
Entre eu sair com você e com ela, prefiro você.
Este livro é para eu ler.

Mas você deve estar pensando: como vou saber se é sujeito ou não? Então faça o seguinte: Use eu ou tu sempre, antes de um verbo no infinitivo (verbo terminado em ar, er ou ir). SEMPRE.

Menos quando surgir o seguinte: Verbo de Ligação (ser, estar, parecer, ficar, permanecer, continuar), junto de Predicativo do Sujeito, ou os verbos Custar, Bastar, Restar e Faltar.

Exemplos:

Foi difícil para mim aceitar a situação.
Custou para mim entender a matéria.
Basta para mim estar a seu lado.

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- Ascendência e Descendência -

"Além de militar pela paz e pelo diálogo entre culturas, Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de descendência coreana radicada nos EUA."

A confusão é das mais comuns, mas basta um pouco de atenção para compreender a questão. Ascendência e descendência são termos opostos.

Ascendência é a linha das gerações anteriores de uma pessoa ou de uma família; descendência é o grupo de pessoas que derivaram de um mesmo ancestral ou ramo familiar. Assim, uma pessoa que descende de ingleses, por exemplo, tem ascendência inglesa.

A ascendência é a origem, a descendência é a prole. A cineasta brasileira que estava no navio atacado pela flotilha israelense tem, portanto, ascendência coreana, pois ela descende de coreanos. Veja, abaixo, o texto corrigido:

"Além de militar pela paz e pelo diálogo entre culturas, Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de ascendência coreana radicada nos EUA."

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- Mau X Mal -

"Eu era como [o personagem] Felipe. Um mal aluno, fanático por quadrinhos e com pavor da menina de quem eu gostava. Quino escreveu minha biografia enquanto ela acontecia."

Mais uma vez, voltamos ao tema dos homônimos "mal" e "mau". As palavras têm a mesma pronúncia, mas se escrevem de diferentes maneiras. Mal, com "l", modifica ações. Refere-se ao modo de fazer alguma coisa: fazer bem ou fazer mal. O que caracteriza um ser é "mau", com "u". Assim: um aluno é bom ou mau.

Vale a velha lição: "mau" é o contrário de "bom" e "mal" é o contrário de "bem". Um aparelho funciona mal (ou bem), o que significa que tem mau (ou bom) funcionamento.

"Funcionar" é verbo, portanto é modificado pelo advérbio ("mal"); "funcionamento" é substantivo (abstrato), portanto é modificado pelo adjetivo ("mau").

"Aluno" é substantivo (concreto) - só pode ser modificado pelo adjetivo "mau". Veja, abaixo:

"Eu era como [o personagem] Felipe. Um mau aluno, fanático por quadrinhos e com pavor da menina de quem eu gostava. Quino escreveu minha biografia enquanto ela acontecia."

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- Advérbio não requer conjunção "que" -

"Evidentemente que isso não é verdade".

A frase é das mais comuns na linguagem oral, mas, no registro escrito, o ideal é evitar o "que" inútil depois do advérbio.

É bem provável que seu emprego inadequado seja fruto de confusão com outra construção. Num período como "É evidente que isso não é verdade", o "que" é necessário, pois é a conjunção integrante, responsável pela união das duas orações: "isso não é verdade" é sujeito de "é evidente". Para que uma oração desenvolvida (com verbo conjugado) seja sujeito de outra, é necessário o uso da conjunção subordinativa integrante ("que").

No trecho sublinhado, temos um período simples, de uma só oração. "Evidentemente" é um advérbio que introduz a oração. Poderia haver uma vírgula separando-o do restante da oração. Assim:

"Evidentemente, isso não é verdade."

"É evidente que isso não é verdade."


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- Relativo antecedido de demonstrativo requer atenção quanto à regência -

"A roda desenvolve a bilateralidade (controle motor dos lados esquerdo e direito do corpo) e exige que o cérebro processe a informação sobre o movimento de forma diferente da que está habituado."

À primeira vista, é difícil perceber o que está faltando na frase. Raciocinando analiticamente, temos o seguinte: alguma coisa é diferente de outra e, no caso em questão, uma forma é diferente de outra forma. Para evitar a repetição da palavra "forma", lançou-se mão do pronome demonstrativo feminino singular "a" (em "da"). Até aí, tudo bem.

O problema é que esse "a" (aglutinado com a preposição "de" na forma "da") é adjetivado por uma oração iniciada pelo pronome relativo ("que"). Como sabemos, o pronome relativo substitui o termo que o antecede, reintroduzindo-o na nova oração, sempre obedecendo à regência dos termos desta.

Trocando em miúdos, alguém "está habituado" a alguma coisa - no caso, "a certa forma". A preposição "a" deve, portanto, anteceder o pronome "que". Não ocorre, porém, na língua a construção "da a que está habituado". Em casos como esse, em que a oração adjetiva aposta a um pronome demonstrativo é iniciada por preposição, é de regra substituir as formas "o", "a", "os" e "as" por suas formas equivalentes "aquele", "aquela", "aqueles" e "aquelas".

Assim, obtemos a seguinte construção:

"A roda desenvolve a bilateralidade (controle motor dos lados esquerdo e direito do corpo) e exige que o cérebro processe a informação sobre o movimento de forma diferente daquela a que está habituado."

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- Se não ou senão? -

Use “se não” corretamente, senão o erro pode prejudicá-lo.

Essa frase, além de alertar sobre um possível equívoco gramatical, exemplifica as duas formas de empregar o termo. 

Quando escrito separadamente (conjunção se + advérbio não), pode ser substituído por “quando não” ou “caso não”. Veja os exemplos:

1) A empresa precisa adotar medidas mais eficientes se não quiser ter mais prejuízos financeiros. 
A empresa precisa adotar medidas mais eficientes caso não queira ter mais prejuízos financeiros.

2) Se não forem respeitadas as leis, a sociedade viverá uma verdadeira balbúrdia. 
Quando não respeitadas as leis, a sociedade pode viver uma verdadeira balbúrdia.

3) Haverá quatro vagas num primeiro momento, se não cinco. 
Haverá quatro vagas num primeiro momento, quando não cinco. 

Ao ser grafada junto, a palavra é uma preposição ou conjunção adversativa e significa do contrário, caso contrário, de outro modo, de outra forma, porém, a não ser, com exceção de, mais do que. Mas pode ser um substantivo quando for sinônimo de falha, defeito, obstáculo.

1) O prazo de entrega das casas deve ser cumprido, senão (do contrário) os futuros moradores enfrentarão problemas.

2) A operação transcorreu tranquilamente, nenhum senão (obstáculo, falha) foi registrado.

3) Ela não é senão (mais do que) uma funcionária como nós, não tem o poder de mandar em ninguém.

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- Singular ou Plural? -

"SUS deve atualizar lista de remédio todo ano."

Ultimamente se tem notado certa hesitação ante a escolha do singular ou do plural em algumas expressões. As pessoas querem saber se o correto é dizer "tipos de vinho" ou "tipos de vinhos", se devemos dizer "caixa de sapato" ou "caixa de sapatos" e outros casos semelhantes.

É certo que, se, no singular, dizemos, por exemplo, que não apreciamos certo tipo de carne, no plural dizemos que não apreciamos certos tipos de carne. Apenas o núcleo da expressão (a palavra "tipo") sofreu a flexão. Assim, teremos vários tipos de vinho, diferentes tipos de pele, diversos tipos de roupa, etc.

Ocorre, entretanto, que o complemento de certos termos é necessariamente um termo no plural - e essa é uma questão semântica. Se uma caixa contém elementos "contáveis", estes devem estar no plural: uma caixa de sapatos, uma caixa de palitos de fósforo, uma caixa de bombons, etc. Já uma caixa-d'água tem como plural "caixas-d'água" - "água" sempre no singular, pois não é um elemento contável. É o que ocorre com os líquidos em geral: garrafas de vinho, litros de leite, latas de cerveja, etc.

Dizemos, por exemplo, loja de departamentos (trata-se de vários departamentos) ou loja de brinquedos. Termos de sentido coletivo sempre vão requerer complementos no plural: bando de crianças, miríade de estrelas, maço de cigarros, molho (lê-se mólho) de chaves, braçada de flores, multidão de mendigos, lista de compras, lista de convidados, lista de remédios etc.

Abaixo, o texto corrigido:

"SUS deve atualizar lista de remédios todo ano."

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- Crase -

Crase é regra nas locuções prepositivas com palavra feminina

"A Joana de 'Perto do Coração Selvagem' não está a altura da Clarice que ela constrói."

Que a crase é a fusão de dois "as" todo o mundo sabe. Da mesma forma, é mais do que conhecido o truque de substituir a palavra feminina pela masculina e verificar se o "a" se transforma em "ao" ("Vou à festa", "Vou ao cinema").

Ocorre, porém, que isso não é suficiente para resolver todos os casos de crase. É preciso estar atento às locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas com uma palavra feminina. Nesses casos, é crase na certa!

Entre as adverbiais estão, por exemplo, "à vontade", "às claras", "à míngua", "à direita", "à esquerda", "à tarde", "à noite", "à mão", "à mão armada", "à beça", "à vista" etc. Entre as prepositivas estão, por exemplo, "à custa de", "à espera de", "à altura de", "à beira de", "à espreita de", "à frente de", "à base de", "à moda de" etc. As locuções conjuntivas são expressões como "à medida que" ou "à proporção que".

As expressões que indicam horas são locuções adverbiais formadas com a palavra feminina "hora (s)". Assim: "Encontre-me às 16h", "Saíram às 20h" etc.

Abaixo, o fragmento corrigido:

"A Joana de 'Perto do Coração Selvagem' não está à altura da Clarice que ela constrói."

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