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- DICAS DE PORTUGUÊS -

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- Chamar a atenção - Por Dílson Catarino

- Prezar algo e Primar por algo - Por Thaís Nicoleti

- Chance e Risco - Por Thaís Nicoleti

- Infinitivo impessoal - Por Thaís Nicoleti

- "Massive" traduz-se por "maciço"- Por Thaís Nicoleti

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- Chamar a atenção -

"Governador chama a atenção de assessor, pela gafe cometida..."

"O governador de certo Estado brasileiro, insatisfeito com as palavras impensadas de seu assessor pessoal, repreendeu-o em público, causando mal-estar a todos os que presenciaram a grotesca cena".

Era mais ou menos isso que comentava o jornalista que assistiu ao esbregue do governador no pobre coitado do cidadão. O seu texto está todo certo, não há erro gramatical algum. O problema está no "título" do artigo, pois o governador não "chamou a atenção do assessor", já que chamar a atenção de alguém significa "atrair para si, angariar, despertar a atenção de alguém". Nós, brasileiros, temos o costume de utilizar tal frase no sentido de repreender, não é mesmo? Mas, nesse sentido, a expressão certa é "chamar alguém à atenção", e não "chamar a atenção de alguém".

Se o governador chamou a atenção do assessor, quer dizer que aquele, o governador, atraiu a atenção deste, o assessor, devido a alguma ação praticada por ele. A frase certa seria então a seguinte:

"Governador chama assessor à atenção, pela gafe cometida."

No lugar da palavra "atenção", também há a possibilidade de se construir frase com a palavra "responsabilidade", como, por exemplo em "O pai chamou o filho à responsabilidade, pois este não queria trabalhar".

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- Prezar algo e Primar por algo -

“Com narrativa de cinema, [o game] Mafia II envolve ação e aventura em cenário que preza pela riqueza de detalhes.”

Ultimamente tem sido frequente a confusão entre dois verbos de significado até certo ponto semelhante, mas de regências diferentes: prezar e primar.

“Prezar”, antônimo de “desprezar”, significa “ter em alta consideração”, “valorizar”, “ter grande apreço”, “respeitar”. Trata-se, nessa acepção, de um verbo transitivo direto, isto é, podemos dizer que alguém preza seus familiares, preza a paz de espírito, preza o bom uso do português etc. – sem a preposição “por”.

“Primar”, por sua vez, pode ter o sentido de “destacar-se”, “notabilizar-se”, quando requererá, este sim, o complemento introduzido pela preposição “por”. Dizemos, então, que uma obra, por exemplo, prima pela perfeição ou que uma pessoa prima pela discrição. No sentido de “ter primazia”, o verbo aparece em construções do tipo “Chico Buarque prima entre os compositores da MPB”. Na acepção de “esmerar-se”, encontramos frases com a seguinte estrutura: “Ele prima no uso do vernáculo”.

No fragmento em questão, é possível usar qualquer um dos dois verbos: ou dizemos que o cenário se destaca pela riqueza de detalhes, portanto “prima pela riqueza de detalhes”, ou dizemos que o cenário valoriza a riqueza de detalhes, portanto “preza a riqueza de detalhes”.

Veja, abaixo, duas sugestões – fique atento à regência de cada verbo.

"Com narrativa de cinema, [o game] Mafia II envolve ação e aventura em cenário que preza a riqueza de detalhes."

"Com narrativa de cinema, [o game] Mafia II envolve ação e aventura em cenário que prima pela riqueza de detalhes."

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- Chance e Risco -

“Usuários [de maconha] têm mais chance de ter bronquite e câncer no pulmão.”

A palavra chance é um empréstimo do francês, cujo significado é algo como “possibilidade ou probabilidade de que alguma coisa (sobretudo um acontecimento feliz) se produza, sorte favorável, acaso feliz”.

Como se vê, a palavra é mais bem usada quando seu complemento exprime situações favoráveis: chance de sucesso, chance de vencer uma disputa, chance de conseguir um bom emprego...

Se a situação for desfavorável, como ocorre com as doenças em geral, é melhor evitar esse termo. É possível, nessas situações, empregar termos como “risco”, “perigo” ou mesmo “possibilidade” e “probabilidade”, estes de teor neutro.

Dizemos, então, que alguém corre risco de perder algo, corre perigo de sofrer um acidente ou tem probabilidade de ter alguma doença etc.

Abaixo, uma sugestão:

"É maior entre os usuários [de maconha] a probabilidade de ter bronquite e câncer no pulmão."

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- Infinitivo Impessoal -

“A Predicta chamou a atenção do Google pela ferramenta que monitora o comportamento de internautas e permite às empresas adaptarem suas campanhas publicitárias em tempo real.”

No fragmento acima, temos um dos vários casos em que a flexão do infinitivo parece ser necessária, mas não o é. À primeira vista, o leitor imagina haver uma simples relação de sujeito e predicado no trecho “empresas adaptarem”. Só aparência.

Temos de observar a regência do verbo “permitir”: algo ou alguém permite algo a alguém. No caso, certa ferramenta permite às empresas algo. Isso a que chamamos “algo” é o complemento objeto direto do verbo “permitir”, é a “coisa permitida”, que poderia ser expressa pelo substantivo “adaptação” (permite às empresas a adaptação de suas campanhas). No lugar do substantivo “adaptação”, usou-se o infinitivo, que deveria ter sido empregado em sua forma impessoal, como mero substituto do substantivo.

Em frases como “Navegar é preciso” ou “Beber bastante água faz bem à saúde”, fica fácil perceber a impessoalidade do infinitivo talvez pelo fato de ele exercer a função de sujeito da segunda oração. Na frase em epígrafe, a situação é semelhante, mas a proximidade do termo pluralizado (“empresas”) induz a erro.

Um artifício que ajuda a enxergar a estrutura sintática do período é substituir o objeto indireto (às empresas) pelo pronome átono que lhe é equivalente (lhes). Assim: “...permite-lhes adaptar suas campanhas...”. Nessa construção, dificilmente o usuário da língua se sentiria tentado a pluralizar o infinitivo, pois fica fácil perceber que a forma “adaptar” não tem sujeito. “As empresas”, agora sob a forma “lhes”, são o objeto indireto do verbo “permitir”, não o sujeito de “adaptar”.

Veja, abaixo, a correção:

"A Predicta chamou a atenção do Google pela ferramenta que monitora o comportamento de internautas e permite às empresas adaptar suas campanhas publicitárias em tempo real."

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- "Massive" traduz-se por "maciço" -

“Depoimentos e cenas em que ela e Lula surgirão juntos massivamente aos olhos e ouvidos do público poderão arrebanhar os votos de que ela precisa para vencer no primeiro turno.”

Não existe em português o advérbio “massivamente”, tampouco o adjetivo “massivo”. O que temos, em português, é “maciço” e “maciçamente”. A confusão nasce da grande quantidade de termos do inglês que têm cognatos em português.

Também é sabido, todavia, que há no inglês muitos “falsos cognatos”, grandes inimigos dos tradutores. O caso do termo “massive” (do inglês), porém, nem é exatamente de falsa cognação. Figura entre os casos de invenção de palavra decalcada do inglês por desconhecimento do termo vernáculo. Assemelha-se, nesse sentido, ao caso da palavra “customizar”, que vem tentando ocupar o lugar de “personalizar”.

Em bom português, empregamos “personalizar” (em vez do tal “customizar”) e “maciço”, “compacto”, “em grande número”, “forte” ou “enorme” (em vez de “massivo”). Veja, abaixo, o texto corrigido:

"Depoimentos e cenas em que ela e Lula surgirão juntos maciçamente aos olhos e ouvidos do público poderão arrebanhar os votos de que ela precisa para vencer no primeiro turno."

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